Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular

Embolização de mioma uterino: tudo o que você precisa saber!

Espécie de tumor benigno formado a partir do miométrio (músculo do útero), o mioma uterino atinge cerca de 50% das mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos. Estima-se que 75% das mulheres desenvolverão esse problema ao longo da vida, ainda que apenas 10% a 20% das pacientes apresentem sintomas.  Felizmente, trata-se de uma doença que não oferece graves riscos à paciente.  
Embora seja considerado não canceroso e quase nunca se transforme em um câncer, o mioma uterino pode causar vários tipos de desconforto, como dor pélvica, dificuldade de esvaziar a bexiga, dores durante as relações sexuais e sangramentos entre os períodos menstruais ou mesmo de volume aumentado no ciclo menstrual normal. 
 
Bom, agora que você já sabe mais a respeito do mioma uterino, que tal descobrir qual é um dos tratamentos menos agressivos contra esse mal? Vamos lá, mas, antes, entenda como esse tumor benigno se desenvolve.  
 
Como o mioma uterino se desenvolve? O mioma uterino se desenvolve a partir de uma única célula que se divide repetidamente e desenfreadamente, até criar uma massa distinta dos tecidos próximos. Os padrões de crescimento de miomas uterinos variam, podendo se desenvolver lentamente, rapidamente ou permanecer do mesmo tamanho. Alguns miomas passam por surtos de crescimento, e outros podem encolher por conta própria. Vale ressaltar que alguns miomas acontecem durante a gravidez, e, nesses casos, eles tendem a encolher ou a desaparecer por completo após o parto. 

Por que a embolização do mioma uterino pode ser o melhor tratamento? Há duas fortes razões que respondem à pergunta estampada no subtítulo logo acima: a primeira é que a embolização é um procedimento minimamente invasivo, ou seja, por meio de uma pequenina incisão na pele, um radiologista intervencionista (especialista indicado para realizar esse tipo de procedimento) introduz um cateter que é responsável por obstruir as artérias que levam sangue até o mioma, tudo isso por meio da injeção de micropartículas de resina acrílica ou de polivinilálcool, substâncias inofensivas ao organismo.
 
A segunda grande razão é que esse procedimento não necessita de anestesia geral ou grandes cortes, e o tempo médio de internação hospitalar costuma ser de apenas 1 dia. Além disso, deve-se ressaltar também que a embolização do mioma é uma alternativa segura e eficaz em casos em que a retirada do útero (ou do próprio mioma) seria realizada em uma cirurgia tradicional.  

Em resumo, pode-se dizer que a embolização do mioma uterino é um procedimento superseguro e que proporciona benefícios como:
 
- Curto tempo de recuperação;

- Mínimos riscos de complicações ao longo do procedimento;

- O útero da paciente é 100% preservado;

- Bastante improvável que venha a causar menopausa;

- Dispensa a necessidade de uma cirurgia tradicional, que em geral, proporciona riscos consideráveis para a paciente e gera um
longo tempo de recuperação.

- Mantém a possibilidade de que a paciente se torne mãe, já que preserva o útero. Enquanto isso, o tratamento tradicional que preconiza a retirada do útero traz infertilidade permanente. 

- Menos dor e menor desgaste físico e psicológico quando comparamos à cirurgia tradicional. 

- Tempo de internação e de recuperação bem menor do que em uma cirurgia tradicional. 

IMPORTANTE: O procedimento embolização de mioma uterino deve ser feito exclusivamente por um radiologista intervencionista. É esse profissional que está devidamente habilitado e é especializado nesse tipo de técnica. 
 
Tipos de mioma uterino
 
Sabia que os miomas podem ser divididos em três tipos, de acordo com sua localização no órgão? São eles os subserosos, intramurais e submucosos. Saiba mais sobre cada um dos tipos: 
 
Miomas Subserosos: localizam-se na parte externa do útero e crescem para fora;

Miomas Intramurais: são os mais comuns e localizam-se na parede uterina, deixando seu tamanho maior;

Miomas Submucosos: são os menos comuns e crescem na parte interna do útero, em direção à cavidade.
 
Contudo, eles também podem ser classificados como pediculados, intracavitários e transmurais.

De maneira geral, os pediculados são ligados por uma ponte estreita, como se estivessem pendurados na parte externa do útero. Já os intracavitários seriam os pediculados submucosos (completamente dentro da cavidade uterina) e para finalizar, os transmurais são aqueles que vão desde a parte externa, passam pela parede e chegam na parte interna do útero (em geral são bem grandes).

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