Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular

ANVISA autoriza o uso da Radioembolização no Brasil


ANVISA LIBERA O USO DE RADIOEMBOLIZAÇÃO NO BRASIL

Foi liberada, recentemente, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANIVISA), a utilização de microesferas radioativas no tratamento de neoplasias hepáticas primárias ou secundárias.

Diferente da técnica de quimioembolização, amplamente utilizada no Brasil há mais de 20 anos, a radioembolização consiste na entrega de microesferas radioativas de maneira superseletiva nos tumores hepáticos

As microesferas já disponíveis em nosso país têm diâmetro médio de 32 µm e são fabricadas com o isótopo ítrio (Y90), que emite radiação Beta em um raio médio de 2,5 mm em tecido humano. Possuem uma meia-vida de 64 horas, emitindo 94% de sua carga em 11 dias e com atividade praticamente indetectável em um mês

Considerando que não se visualizam as esferas durante a embolização, é necessário embolizar as anastomoses gastrintestinas e a artéria cística antes da administração das esferas radioativas, devido ao risco de embolização inadvertida de vísceras ocas durante o procedimento. Além disso, por causa do baixo diâmetro das esferas, é necessá- rio realizar um estudo de Medicina Nuclear com a injeção de macroagregados de albumina marcados com Tecnécio (TC 99m) na artéria hepática para a determinação da taxa de shunt hépato-pulmonar do paciente e da inexistência de fluxo para vísceras ocas. Pacientes com shunts maiores que 20% possuem alto risco de desenvolver pneumonite actínica após o tratamento

Os principais efeitos colaterais são fadiga, náuseas, vômitos e dor abdominal, que podem estar Anvisa libera o uso de radioembolização no Brasil SOBRICE presentes em até 50% dos pacientes. As principais complicações relacionadas ao método são úlceras gastrintestinais, colecistite e estenoses biliares, apesar de serem raras.

A principal vantagem frente à quimioembolização é a pouca oclusão arterial, devido ao baixo diâmetro das artérias, além de não ser necessário interromper a quimioterapia do paciente para a realização do tratamento.

Diretoria – Biênio 2013-2014


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